26 DE OUTUBRO DE 2007 (SEXTA-FEIRA)

13:00 h – 14:00 h - Apresentação de Pôsteres com os Projetos dos Alunos Ingressantes

1 – MSc. Adriana Granzotto
Orientador: Profa. Dra. Claudia Marcia Aparecida Carareto

A regulação do elemento transponível Helena em Drosophila.

Um dos grandes desafios da genética molecular de populações atual é compreender, em tempo real, a dinâmica de um genoma. Sendo os elementos transponíveis seqüências abundantes e não totalmente compreendidas, é importante a sua descrição nos genomas seqüenciados e também no genoma das populações naturais. O elemento Helena propicia uma oportunidade única para compreender a dinâmica de aquisição e perda de elementos num genoma, já que em D. melanogaster há uma provável inativação desse retroposon e em D. simulans, uma atividade potencial do elemento. Além disso Drosophila é um excelente modelo de estudo, pois a quantidade de elementos é suficientemente pequena para permitir estudos exaustivos e completos. Para compreender o processo dinâmico de aquisição e perda de Helena nos genomas, este trabalho tem os objetivos de analisar a ocorrência do elemento Helena, por Bionformática, no genoma de espécies (D. yakuba, D. erecta, D. ananassae, D. persimilis, D. pseudoobscura, D. mojavensis, D. grimshawi, D. willistoni), descrever o número de cópias de Helena, a sua localização no genoma e a sua estrutura em populações naturais de D. simulans, populações do subgrupo melanogaster, e de D. virilis por meio de Southern blot e PCR para seqüenciamento; analisar a expressão do elemento nas populações e espécies nas quais se encontram cópias completas, por meio de RT-PCR e Northern blot e testar a atividade da cópia completa de Helena a partir de construções com a região de regulação. Com esse estudo, sobretudo pelas análises populacionais em espécies irmãs (D. melanogaster e D. simulans), mas que apresentam dinâmica diferente de evolução do retroposon Helena, poderemos compreender como as modificações da estrutura e a composição desse elemento, um fenômeno que ocorre em etapas e velocidades variáveis em diferentes espécies, relaciona-se com o processo de extinção dessas seqüências. Com este tipo de análise comparativa poderemos compreender como o elemento Helena, em particular, e os elementos transponíveis em geral, são adquiridos e perdidos pelas espécies e qual é o seu papel no processo de evolução dos genomas.

2 – MSc. Ana Carolina Gomes Jardim
Orientador: Profa. Dra. Paula Rahal

Análise das quasispecies da região genômica NS5A do vírus da hepatite C (HCV) genótipo 1, e da carga viral, em pacientes respondedores, não respondedores e respondedores ao final do tratamento.

O vírus da hepatite C (HCV) é um vírus de RNA que apresenta alta taxa de mutação. A heterogeneidade do HCV em um único indivíduo pode ser observada como uma população de diferentes genomas, mas com grande similaridade denominados quasiespecies, que pode sofrer variações em sua composição no curso da infecção crônica ou no decorrer do tratamento. A terapia mais recente para o tratamento dos indivíduos infectados é baseada na administração de peginterferon e ribavirina. Entretanto, somente 50 – 60% das pessoas tratadas adquirem uma resposta virológica sustentada. Características virais como genótipo 1a ou 1b, alta carga viral e composição das quasispecies tem sido descritas como fatores preditivos de uma baixa resposta à terapia. A NS5A constitui uma importante região para o estudo da cinética e composição das quasiespécies. Esta região compreende a região determinante de sensibilidade ao interferon (ISDR), a região de ligação à PKR celular e a região variável 3 (V3), que podem estar relacionadas à interrupção da resposta antiviral do hospedeiro e a supressão da replicação viral. O mecanismo pelo qual o peginterferon age na diversidade das quasiespécies durante e após o tratamento permanece não esclarecido. Desta forma, este projeto propõe a análise das quasiespécies de indivíduos infectados pelo HCV genótipo 1a ou 1b que não responderam ao tratamento ou que apresentaram recorrência da infecção após o termino da administração da terapia. A clonagem e seqüenciamento da NS5A completa será uma contribuição muito importante para a compreensão do perfil de quasiespécies presentes nesta região em diferentes momentos da infecção, e na possibilidade de estarem envolvidas com a falha da resposta ao tratamento. Outro objetivo deste estudo é avaliar a carga viral por meio da tecnologia de PCR em tempo real nas amostras coletadas antes, durante e após o tratamento com peginterferon e ribavirina.

3 – MSc. Carlos Eduardo Saranz Zago
Orientador: Profa. Dra. Maria Tercília Vilela de Azeredo-Oliveira

Avaliação da estrutura cromossômica de Phrynops geoffroanus e Geochelone carbonaria (Testudines), com ênfase às regiões teloméricas.

Os répteis sofreram redução do número de espécies desde a época em que dominavam a terra até os dias atuais. Os quelônios são pouco estudados, principalmente quanto à sua caracterização citogenética. O presente projeto objetiva estabelecer a análise da estrutura cromossômica, com ênfase às regiões teloméricas em Phrynops geoffroanus e Geochelone carbonaria. As amostras de sangue serão coletadas de animais do criatório Japurá em Tabapuã-SP, com a devida autorização do IBAMA. Para a realização do cariograma, o sangue será inoculado em meio de cultura de tecidos, onde os linfócitos serão estimulados a se dividirem pela adição de fito-hemaglutina. Após esse período, a colquicina será adicionada para inibir a formação das fibras do fuso fazendo, assim, com que as células permaneçam em metáfase. Será realizada a hipotonização para facilitar o espalhamento dos cromossomos nas lâminas, que serão submetidas ao processo de fixação. A coloração convencional de Giemsa será utilizada e permitirá a visualização e classificação dos cromossomos por grupos de acordo com seus tamanhos e posição dos centrômeros; também serão utilizadas as técnicas de bandamento cromossômico C e G, e a impregnação por íons prata (bandas Ag-NOR). Para determinar a região telomérica serão realizadas as técnicas de FISH (hibridização in situ com fluorocromo) e Nick Translation. A atividade da telomerase será avaliada pelo protocolo de amplificação da telomerase (TRAP).

4 – MSc. Claudia Aparecida Pacheco
Orientador: Orientadora: Profa. Dra. Maria Tercília Vilela Azeredo-Oliveira

Alterações Núcleo-Citoplasmáticas durante o desenvolvimento de Myrmeleon sp (Neuroptera, Myrmeleontidae).

Túbulos de Malpighi fazem parte do trato digestório de insetos com funções geralmente relacionadas à fisiologia da regulação osmótica, mas podem também ter funções de atividade secretora altamente especializada. Em algumas ordens de insetos, os túbulos de Malpighi apresentam-se modificados para produzir o fio de seda que formará o casulo (Vollrath, 1999). Em Myrmeleon sp (Neuroptera, Myrmeleontidae) foram observados oito túbulos de Malpighi ligados ao epitélio que envolve o intestino médio. Seis dos túbulos são criptonéfricos e ligam-se na região posterior do intestino. Ao longo do desenvolvimento larval, as células dos túbulos de Malpighi sofrem diferenciação celular e nuclear, através da ocorrência de endorreduplicações sucessivas que levam à poliploidia, a qual resulta em dois tipos nucleares morfologicamente distintos. Myrmeleon sp é um inseto holometábolo, o qual na fase larval apresenta características morfológicas e fisiológicas diferentes da fase adulta O nicho ecológico onde as larvas se desenvolvem é completamente diferente daquele em que o adulto viverá, sendo assim, a adaptação dos indivíduos ao novo ambiente, implica na utilização de diferentes programas genéticos. Assim, estudos sobre os diferentes tipos de túbulos (criptonéfricos e livres) são importantes e necessários para se entender as diferenças morfológicas e fisiológicas de ambos os túbulos e, também, as diferenciações que ocorrem nessas células durante seu desenvolvimento, paralelamente aos diferentes níveis de ploidia. No presente trabalho objetiva-se: caracterizar, com base em métodos citoquímicos e de citogenética molecular, as células dos túbulos de Malpighi, nas diferentes fases e relacionar essas diferenças com possíveis funções distintas destas células. Descrever a ultra-estrutura das células dos túbulos de Malpighi, correlacionando a morfologia celular com os mecanismos de síntese, transporte e secreção dos elementos da seda e também da degeneração celular. O material utilizado no presente trabalho serão túbulos de Malpighi de três estádios larvais (L1, L2 e L3) e de indivíduos adultos do gênero Myrmeleon (Neuroptera, Myrmeleontidae). As técnicas para a análise serão técnicas histógicas de rotina com posterior coloração em: Xylidine Ponceau (Vidal & Mello, 1980), Coloração com Azul de Toluidina (Mello et al, 1993) e Impregnação com Nitrato de prata (Howell & Black, 1980). Para a técnica de citogenética molecular a técnica utilizada será a de FISH (Viégas-Péquignot, 1992).

5 – MSc. Erica Babeto
Orientador: Profa. Dra. Paula Rahal

Identificação e validação de marcadores moleculares em tumor ósseo de células gigantes e fibrohistiocitoma maligno ósseo.

O tumor ósseo de células gigantes (TCG) é uma neoplasia osteolítica destrutiva, que corresponde de 4 a 5 % de todos os tumores ósseos primários e cerca de 10% dos tumores ósseos malignos, com características particulares como um elevado número de células gigantes multinucleadas, comportamento agressivo e a presença de metástases. A transformação maligna espontânea do TCG é freqüentemente observada, ocorrendo com o aparecimento de um sarcoma, ou fibrohistiocitoma maligno ósseo associado a células gigantes pré-existentes. O fibrohistiocitoma maligno (MFH) é um sarcoma ósseo e de partes moles, raro e altamente agressivo, muito confundido com outros tumores ósseos como o tumor de células gigantes pela semelhança biológica, dificultado assim o preciso diagnóstico da doença. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo geral identificar possíveis marcadores moleculares em tumores ósseos de células gigantes (TCG) e em fibrohistiocitoma maligno ósseo (MFH). Para isso, serão utilizadas amostras tumorais e normais provenientes do banco de tumores do Hospital de Câncer de Barretos/IBILCE. Os possíveis candidatos a marcadores moleculares serão selecionados após a análise de expressão gênica em células tumorais e normais pela metodologia RaSH (“rapid subctration hybridization”). A confirmação dos genes diferencialmente expressos será realizada por meio de PCR em tempo real. Após a seleção dos genes candidatos, a expressão desses será então avaliada em outras amostras teciduais de pacientes portadores de TCG e MFH armazenadas no banco de tumor do Hospital do Câncer. Tais informações contribuirão para diagnósticos e prognósticos mais efetivos para o tumor ósseo de células gigantes e para o fibrohistiocitoma maligno ósseo facilitando o desenvolvimento e esboço terapêutico direto contra esses novos marcadores.

6 – Hederson Vinicius de Souza
Orientador: Profa. Dra. Mary Massumi Itoyama

Análise da espermatogênese e do comportamento nucleolar em espécies de Heteroptera da família Pentatomidae de importância econômica.

Heteroptera da família Pentatomidae são fitófagos, causadores de grandes prejuízos a agricultura, podendo afetar diretamente os humanos. Além desta característica, o estudo citogenético, desta família, é extremamente escasso. Eles possuem, na sua maioria, 2n= 14 cromossomos (2n= 12A + XY), além de apresentarem os testículos formados de lobos, sendo um deles às vezes denominados de harlequin por produzirem diferentes tipos de espermatozóides. Foi reportado que 22 espécies, pertencentes a 15 gêneros e três subfamílias (Discocephalinae, Edessinae e Pentatominae) diferentes possuem este lobo, o qual é responsável pela produção de espermatozóides com diversas funções, como fornecer nutrientes para as fêmea, auxiliar a locomoção dos espermatozóides e remover/tirar os espermatozóides estocados na fêmea. Antiteuchus tripterus apresenta seis lobos, sendo o 6 interno ao 5, característica, ainda, não descrita na literatura. Ele possui o lobo harlequin e os resultados iniciais indicam que o comportamento meiótico e a espermiogênese são diferentes entre os diferentes lobos. Mormidae v-luteum, Oebalus poecilus, O. ypsilongrisus e Platycarenus lineostetus, por exemplo, não os apresentam. O objetivo do presente projeto é o de analisar detalhadamente a espermatogênese (comportamento meiótico e espermiogênese), e o comportamento nucleolar durante estas fases em cada lobo separadamente em espécies de Heteroptera da família Pentatomidae de importância econômica.

7 – MSc. Isabeth da Fonseca Estevão
Orientador: Profa. Dra. Claudia Regina Bonini-Domingos

Prevalência de mutantes em genes envolvidos na absorção do ferro e sua influência na concentração da ferritina sérica em beta talassemia heterozigota.

A beta talassemia é um dos mais freqüentes distúrbios genéticos no mundo. Tem sido descrita em vários grupos étnicos, sendo especialmente comum no Mediterrâneo, Ásia e algumas áreas da África. Estima-se que 1,5 a 3% da população mundial seja portadora de traço talassêmico. No Brasil, devido às diferentes correntes imigratórias, sua incidência depende da região avaliada. No Estado de São Paulo acredita-se que 2% dos indivíduos sejam portadores dessa desordem. Cerca de 200 mutações no gene da beta globina já foram descritas. Os indivíduos heterozigotos geralmente são oligo ou assintomáticos e têm uma expectativa de vida semelhante à dos não portadores. O quadro hematológico se caracteriza por diminuição nos níveis de hemoglobina com acentuada redução do volume das hemácias e da hemoglobina corpuscular média. Decorrente dessas alterações é freqüentemente confundida com anemia ferropriva. O diagnóstico diferencial é realizado pela avaliação dos índices hematológicos, análise morfológica do sangue periférico e quantificação da hemoglobina A2 e fetal. Todavia, a avaliação do metabolismo do ferro, principalmente através da dosagem da ferritina sérica, é fundamental para a exclusão dessa deficiência. Níveis mais elevados de ferritina sérica têm sido observados em alguns estudos comparativos entre portadores e não portadores de beta talassemia heterozigota e, alguns pacientes, que nunca foram transfundidos, apresentam sinais clínicos e laboratoriais de sobrecarga de ferro. Em trabalho realizado em nosso laboratório com 162 heterozigotos, 36 (22,22%) apresentaram níveis de ferritina acima de 200 ng/ml em mulheres e acima de 300 ng/ml em homens sendo que em 9,3% os valores estavam acima de 500ng/ml e acima de 1000ng/ml em 3,1%. Alguns desses pacientes apresentavam. Na ressonância magnética, sinais de sobrecarga hepática de ferro. O excesso de ferro é extremamente tóxico para todas as células do organismo podendo ocasionar danos orgânicos severos e irreversíveis como cirrose hepática, diabetes, cardiopatia e hipogonadismo. A fisiopatologia dessa complicação associada a talassemia heterozigota não está esclarecida. Vários pesquisadores têm sugerido um efeito modulador das mutações do gene da beta globina e mutações em genes codificadores de proteínas relacionadas ao metabolismo do ferro. Esse sinergismo aumentaria consideravelmente sua absorção podendo acarretar sobrecarga e, eventualmente dano tecidual. A mutação C282Y no gene HFE é a mais freqüentemente associada à Hemocromatose Hereditária, sendo encontrada principalmente em indivíduos do norte europeu. Porém, outras mutações do mesmo gene ou em genes diferentes têm sido correlacionadas com o desenvolvimento dessa patologia. O objetivo geral do atual estudo é avaliar a freqüência das diferentes mutações do gene da beta globina, e dos genes que codificam proteínas relacionada à absorção do ferro (genes HFE, receptor da transferrina 2, hemojuvelina, hepcidina e ferroportina) em portadores de beta talassemia heterozigota provenientes da região noroeste do Estado de São Paulo e analisar suas correlações com as alterações no metabolismo do ferro observadas nesses indivíduos.

8 – Julcimary Ricci
Orientador: Profa. Dra. Claudia Marcia Aparecida Carareto

Polimorfismo intraespecífico de inserção de elementos transponíveis em regiões reguladoras dos genes da família Cyp em Drosophila melanogaster e D. simulans.

A resistência a inseticidas é um modelo de estudo evolutivo onde o inseticida atua como agente seletivo e, como resposta à seleção, ocorre a evolução da resistência nas populações de insetos. A família de enzimas do citocromo P450 monooxigenases (CYPs) é uma das responsáveis pela resistência a inseticidas em Drosophila e em outros organismos. Tem sido proposto que a inserção de elementos transponíveis (TEs) em regiões regulatórias ou codificadoras dos genes da família CYP pode alterar a expressão gênica e induzir a resistência a inseticidas. Neste estudo, tem-se como objetivo geral analisar a ocorrência de polimorfismos de inserção de elementos transponíveis em regiões flanqueadoras de genes da família CYP em diferentes linhagens geográficas de D. melanogaster e D. simulans e relacioná-los com a resistência a inseticidas. Os objetivos específicos são estudar as espécies D. melanogaster e D. simulans visando: estimar a freqüência de inserção de TEs nas regiões flanqueadoras 5´ e 3´ dos genes da família CYP no genoma das duas espécies depositados no GenBank; (2) estimar o polimorfismo de inserção de TES nas regiões flanqueadoras 5´ e 3´ dos genes da família CYP em linhagens geográficas e (3) investigar associações entre inserção de TEs ou fragmentos de TEs nas regiões flanqueadoras 5´ e 3´ dos genes famílias CYP e a resistência a inseticidas dessas linhagens. Para isso serão realizadas análises de Bioinformática em genes da família CYP já relacionados a resistência à inseticidas para serem selecionados genes candidatos a afetarem a resistência por apresentarem inserção diferencial de TEs nas regiões flanqueadoras desses genes em D. melanogaster e D. simulans. Essas posições serão amplificadas em linhagens geográficas das duas espécies, classificadas como resistentes e susceptíveis ao DDT por meio de bioensaios, e as bandas polimórficas de cada espécie serão clonadas e seqüenciadas e as seqüências analisadas por meio do RepeatMasker. Desse modo, poderia ser identificadas inserções de TEs específicos de linhagens resistentes a inseticidas.

9 – MSc. Juliana Garcia de Oliveira
Orientador: Profa. Dra. Ana Elizabete Silva

Identificação e clonagem de genes diferencialmente expressos em adenocarcinoma gástrico e metaplasia intestinal pela técnica RaSH (Hibridação Subtrativa Rápida).

As alterações fisiológicas e patológicas nas funções celulares estão intimamente associadas com alterações nos padrões de expressão gênica. Assim, a identificação e clonagem de genes diferencialmente expressos têm sido usadas como importantes ferramentas para o reconhecimento de genes cujos produtos estão envolvidos com o desenvolvimento e progressão de determinados tumores. Estudos dessa natureza têm sido realizados em diferentes subgrupos de tumores para avaliação do potencial maligno, capacidade de metastização e resistência à terapia. O câncer gástrico, objeto desse estudo, é caracterizado por um processo de múltiplas etapas que tem início com uma gastrite crônica, desencadeada por um processo inflamatório pela H. pylori que progride provocando a atrofia gástrica podendo ocorrer a substituição da mucosa gástrica por tecido do tipo intestinal, originando a metaplasia intestinal, posteriormente a displasia, e finalmente o câncer. Embora haja um número crescente de estudos sobre a expressão gênica em câncer gástrico, principalmente pelo uso de metodologias de expressão gênica global, ainda não foram estabelecidos marcadores específicos de diagnóstico precoce e prognóstico da doença. Deste modo, para um melhor entendimento das bases moleculares e genéticas do câncer gástrico, este trabalho tem por objetivos a identificação e clonagem de genes diferencialmente expressos entre o adenocarcinoma gástrico e a metaplasia intestinal, uma lesão pré-neoplásica, utilizando a técnica de hibridação subtrativa rápida (RaSH). A expressão dos genes expressos selecionados pela metodologia de RaSH serão confirmados pela técnica de PCR em tempo real em biópsias de pacientes com câncer gástrico e áreas de metaplasia intestinal, em ambas as regiões tumoral e metaplásica, assim como em biópsias de metaplasia intestinal de pacientes sem câncer. Baseando-se na expressão gênica diferencial, pretende-se indicar possíveis marcadores moleculares que poderão ser utilizados para o diagnóstico precoce, ainda na fase de metaplasia, e para o acompanhamento da evolução deste tumor. Também será investigada a associação dos níveis de expressão gênica com a infecção pela bactéria H. pylori, diagnosticada molecularmente pela técnica de PCR.

10 – Larissa Cristina Fornitano
Orientador: Profa. Dra. Maria Elisabete Jorge Amaral

Primeiro mapa genômico comparativo entre o cromossomo 16 do búfalo de rio (BBU16) e o cromossomo 15 bovino (BTA15).

O búfalo de rio (Bubalus bubalis), apresenta atualmente uma população mundial estimada em 146 milhões de animais espalhados por todos os continentes, sendo o Brasil, o país com o maior rebanho da América Latina. Apesar da grande população bubalina no mundo, pouco ainda foi desvendado sobre o seu genoma. No entanto, sabendo das vantagens produtivas e reprodutivas do búfalo em relação ao bovino e que a conservação cromossômica entre espécies da família Bovidae permite utilizar informações geradas a partir do mapamento do genoma bovino para o mapeamento do genoma bubalino, desperta-se o interesse de muitos na busca de genes relacionados a caracteres economicamente importantes, que permitirão implementar as estratégias de melhoramento genético desses animais e um maior retorno econômico. Dessa forma, o cromossomo 16 do bufalo de rio merece atenção por tratar-se de um cromossomo com conservação de sintenia com o cromossomo 15 bovino, o qual possui genes economicamente importantes, alguns deles já localizados no cromossomo bubalino por técnicas citogenéticas. Além disso, o cromossomo 15 bovino apresenta regiões com loci relacionados à maciez de carne e qualidade de carcaça, determinadas a partir de estudos com populações comerciais. Assim, considerando a importância dos genes localizados neste cromossomo para características de produção de carne, pretende-se com este projeto, fazer o primeiro mapa comparativo do cromossomo 16 do búfalo com o cromossomo 15 bovino, utilizando um painel de células somáticas híbridas irradiadas, recentemente construído no Laboratório de Genômica Comparativa do Departamento de Biologia - IBILCE. O mapeamento do cromossomo 16 bubalino, será realizado a partir das informações geradas no genoma bovino evidenciando-se com as analises comparativas as regiões de conservação de sintenia entre as duas espécies, contribuindo para o entendimento da evolução e organização dos mesmos.

11 – Maza Alves Jacob
Orientador: Orientadora: Profa. Dra. Cláudia Regina Bonini Domingos

Polimorfismo nos genes MTHFR, fator V de Leiden e cistationina beta sintase e sua relação com processos tromboembólicos na anemia falciforme.

A anemia falciforme é caracterizada por uma anemia hemolítica e eventos vaso-oclusivos que resultam em crises de dor aguda, com danos crônicos e progressivos nos tecidos. Pacientes com doença falciforme mostram ativação da coagulação sanguínea e sistema fibrinolítico, bem como o aumento da atividade plaquetária e consumo de inibidores, especialmente durante as crises vaso-oclusivas, mas também observado durante o estado estável da doença. Devido à importância das complicações vasculares na fisiopatologia da doença falciforme, os polimorfismos genéticos associados com trombofilia têm sido estudados como potenciais modificadores genéticos. Diante dessas evidências o presente projeto objetiva avaliar os polimorfismos de Metilenotetrahidrofolato redutase, Fator V de Leiden e Cistationina β sintase em pessoas com anemia falciforme com histórico de comprometimento vascular e relacionar suas freqüências ao quadro clínicos apresentados.

27 DE OUTUBRO DE 2007 (SÁBADO)


13:00 h – 14:00 h - Apresentação de Pôsteres com os Projetos dos Alunos Ingressantes

12 – MSc. Leliane Silva Comar
Orientador: Prof. Dr. Carlos Roberto Ceron

Regulação da atividade organizadora nucleolar em espécies de Drosophila do complexo mulleri (Grupo Repleta).

Drosophila mulleri, D. arizonae e D. navojoa pertencem ao complexo mulleri do subgrupo mulleri do grupo repleta. São espécies que se cruzam em laboratório produzindo híbridos interespecíficos. A produção de híbridos, entre estas espécies do complexo mulleri do grupo repleta, permitiu verificar o fenômeno de dominância nucleolar entre D. mulleri/D. arizonae e D. mulleri/D. navojoa. Nos genomas de organismos diplóides os clusters dos genes ribossômicos dos parentais são ambos expressos nos cromossomos homólogos, mas em híbridos interespecíficos ocorre ativação preferencial de um conjunto de genes de rRNA de apenas um parental. Esse padrão alterado da expressão de genes ribossômicos é então chamado de dominância nucleolar. Algumas hipóteses tentam explicar esse fenômeno, sendo que uma das hipóteses mais aceita é a do acentuador não balanceado. Tal hipótese baseia-se nas diferenças das seqüências reguladoras ou no número de elementos repetitivos nos espaçadores intergênicos (IGS) do DNA ribossômico (rDNA) que resulta em uma grande afinidade dos fatores de transcrição dos genes dominantes. Dessa forma o presente estudo realizará uma análise molecular da região intergênica não transcrita (IGS), nas três espécies pertencentes ao complexo mulleri, com o objetivo de estabelecer possíveis relações entre o fenômeno da dominância nucleolar, de D. arizonae e D. navojoa sobre D. mulleri, e as características estruturais intrínsecas nas regiões intergênicas do rDNA destas espécies, como por exemplo, verificar os tipos e o número de repetições internas nas regiões IGS. Os métodos utilizados iniciarão com a extração de DNA, das espécies parentais e híbridos, amplificação por PCR das regiões IGS, seguida de eletroforese em gel de agarose. Por fim será realizado o sequenciamento dos fragmentos amplificados correspondentes as regiões IGS do rDNA e suas análises.

13 – Lilian Campos Pires
Orientador: Prof. Dr. Paulo Peitl Júnior

Identificação e caracterização de possíveis marcadores moleculares em carcinoma renal de células claras.

A evolução da Biologia Molecular e o desenvolvimento de novas técnicas de Biotecnologia observadas nas últimas décadas possibilitaram o acesso às características moleculares dos diferentes tipos de tumores, contribuindo assim, para uma melhor compreensão da biologia tumoral. Nesse sentido, a análise da expressão gênica diferencial entre tumor e tecido normal, tem demonstrado um grande potencial em fornecer relevantes informações sobre as vias biológicas envolvidas nos processos da tumorigênese, o que tem levado a identificação de genes que atuam como possíveis marcadores moleculares em diversos tipos de processos neoplásicos. O presente projeto tem como objetivo geral buscar e validar genes candidatos a marcadores moleculares em carcinoma de células renais de células claras (CCR-cc). A identificação desses marcadores pretenderá auxiliar em uma melhor classificação deste tipo tumoral e contribuir para uma melhora no diagnóstico e no prognóstico da doença. Como material de análise serão utilizadas amostras tumorais de CCR-cc e córtex renal normal disponíveis no Banco de Tumores do Hospital de Câncer de Barretos/IBILCE/UNESP - São José do Rio Preto. Pela metodologia do RaSH (Rapid subctration hybridization), serão elaboradas bibliotecas subtrativas de cDNA originados de tecido tumoral e normal. Após a subtração os clones referentes aos genes diferencialmente expressos serão seqüenciados automaticamente e analisados com o auxílio de ferramentas de bioinformática. Após a seleção, os genes candidatos terão sua expressão validada pela técnica de Real-Time PCR em outras amostras tumorais de pacientes com CCR-cc armazenadas no Banco de Tumores. Uma vez confirmada expressão gênica diferencial, os genes candidatos serão clonados em vetores de expressão para subseqüente amplificação e purificação das proteínas correspondentes que serão utilizadas para os estudos cristalográficos e funcionais.

14 – MSc. Luciane Moreno Storti de Melo
Orientador: Prof. Dr. Ricardo Luiz Dantas Machado

Genótipos da proteína circunsporozoítica de Plasmodium vivax associados ao complexo principal de histocompatibilidade.

Atualmente mais de 99% dos casos de malária no Brasil ocorrem na região da Amazônia e a espécie P. vivax tem sido responsável por cerca de 80% dos casos registrados. Diversos estudos analisando resposta sorológica a diferentes peptídeos do parasito têm obtido resultados variáveis de acordo com o antígeno utilizado e a população analisada. Estudos prévios têm descrito associações entre a resposta imune de anticorpos contra as regiões repetitivas da CSP e diferenças alélicas nos genes do HLA II. Sabendo-se dessa variabilidade de respostas e conhecendo-se a característica altamente miscigenada da população brasileira objetiva-se no presente estudo avaliar a relação entre a resposta de anticorpos contra peptídeos antígenos das variantes de P. vivax (VK210, VK247 e P. vivax-like) e os polimorfismos de HLA II em populações endêmicas da Amazônia, para melhor entendimento dos mecanismos que modulam a resposta imune contra a malária. Serão utilizadas 150 amostras de sangue de pacientes com malária, diagnosticado pela gota espessa e pela técnica de NESTED-PCR como P. vivax, de três regiões da Amazônia brasileira. Os tipos variantes deste parasito serão identificados pela técnica PCR-RFLP. Serão utilizadas 150 amostras de doadores colhidas nos bancos de sangue das respectivas áreas endêmicas como grupos controles locais. A genotipagem do HLA II será realizada por PCR-SSP para os alelos do HLA-DRB e do HLA-DQB. A resposta sorológica será analisada por testes de ELISA para epítopos do fragmento 200L da PvMSP1, para a PvDBP, para duas regiões da PvCSP e para epítopos da região repetitiva da CSP dos três tipos variantes de P. vivax como objetivo de encontrar modulação da resposta imune pelos polimorfismos de HLA II frente a esses tipos variantes do parasito.

15 – Marcelo Luiz Rubio
Orientador: Profa. Dra. Fátima Pereira de Souza

Estudo de potenciais inibidores de infecção causada por vírus sincicial respiratório em cultura de célula.

O vírus sincicial respiratório (RSV), pertencente ao gênero Pneumovirus da família Paramyxoviridae, é um vírus envelopado de tamanho médio de 120 a 300nm, de simetria helicoidal, que apresenta um genoma de RNA fita simples não segmentado de polaridade negativa. Este genoma codifica 10 proteínas dentre as quais as glicoproteínas de membrana que são responsáveis pela infectividade do vírus. A proteína F em associação com a proteína G e SH é responsável pela fusão da membrana viral à célula que será infectada. Conhecer a forma de interação das proteínas da membrana viral com a célula que será infectada é importante para propor um mecanismo de inibição da infecção viral. Existem evidências que a heparina, a dextrana sulfatada e o suramin são potenciais inibidores da infecção viral causada por vários vírus. A hipótese é que este processo de inibição ocorra devido à ligação desses inibidores às proteínas da membrana viral, impedindo que o vírus se ligue na célula hospedeira e que o processo de infecção se inicie. O objetivo deste trabalho será verificar a atuação da heparina, da dextrana sulfatada e do suramin como inibidores da infecção viral. As análises serão realizadas através de experimentos de cultivo de células Hep 2 na presença desses compostos em diferentes concentrações que serão inoculadas com o RSV do tipo A e analisadas através da técnica de RT-PCR e Imunofluorescência Indireta para quantificar o efeito destes compostos em escala contínua e verificar o efeito dose-resposta.

16 – Márcia Maria Urbanin Castanhole
Orientador: Profa. Dra. Mary Massumi Itoyama

Análise da espermatogênese e do comportamento nucleolar em machos de heteroptera aquáticos.

O objetivo geral do presente projeto é o de obter conhecimentos citogenéticos dos Heteroptera aquáticos insetívoros das famílias Gerridae, Notonectidae e Vellidae. Serão analisados, detalhadamente, a espermatogênese (meiose e espermiogênese) e o comportamento nucleolar durante estas fases. Os Heteroptera possuem algumas particularidades que merecem destaque. Seus cromossomos são holocêntricos (sem centrômero localizado), nenhuma estrutura cinetocórica está presente nas células meióticas, a atividade cinética é restrita aos finais dos cromossomos, ou seja, nas regiões teloméricas; a terminalização dos quiasmas é presumido ocorrer, embora haja trabalhos que discutam este assunto; e a primeira divisão meiótica é reducional para os autossomos e equacional para os sexuais. Os mecanismos cromossômicos de determinação do sexo, já descritos, são os sistemas: simples XY/XX (74,7% das espécies), X0/XX (14,8%) e múltiplos, originados por fragmentação do cromossomo X e, menos freqüentemente, do cromossomo Y (XnO/XnXn, XnY/XnXn e XYn/XX) (10,3%). Há, ainda, um sistema particular neo-XY. A produção de duas ou mais classes de espermatozóides, com relação ao tamanho, em um mesmo indivíduo, representa uma curiosa exceção do padrão de um único tipo de espermatozóide pequeno.

17 – Mariana Oliveira Gomes
Orientador: Profa. Dra. Lilian Madi-Ravazzi

Custo adaptativo e polimorfismo genético do gene Cyp6g1 em linhagens resistentes e suscetíveis de Drosophila melanogaster e Drosophila simulans.

As mutações que conferem resistência aos inseticidas são preditas trazerem um custo na ausência do mesmo e, conseqüentemente não se fixam nas populações. Entretanto, a resistência ao DDT em Drosophila melanogaster (DDT-R) está se aproximando de uma fixação global, longo tempo depois de ter sido abolido o uso do DDT. Existem evidências consideráveis na literatura suportando a hipótese que a resistência ao DDT, baseada no metabolismo, é poligênica em Drosophila e está parcialmente associada a superexpressão de genes do citocromo P450. Outros trabalhos, entretanto, consideram que a superexpressão de um único gene, Cyp6g1, associado com a inserção de um elemento transponível, Accord em D. melanogaster, é suficiente para promover a resistência, enquanto outros discutem que a superexpressão desse gene não confere necessariamente a resistência em D. melanogaster. O presente trabalho analisará populações geográficas de D. melanogaster e D. simulans do Brasil em relação ao custo adaptativo dos genótipos resistentes e suscetíveis e o polimorfismo genético do primeiro e segundo exon do gene Cyp6g1 visando principalmente contribuir com as questões levantadas sobre resistência a inseticidas nesse grupo de espécies.

18 – Marina Curado Valsechi
Orientador: Profa. Dra. Paula Rahal

Mecanismos de silenciamento gênico em candidatos a marcadores moleculares envolvidos na carcinogênese renal.

O tumor renal é a mais letal patologia urológica, responsável por aproximadamente 3% das mortes por câncer no mundo. É uma doença histologicamente heterogênea, sendo o carcinoma de células claras (cc-RCC) o subtipo histológico mais comum, compreendendo 80-85% dos tumores renais. A nefrectomia e a imunoterapia são tratamentos bem estabelecidos, entretanto pode ocorrer metástase nos pacientes tratados. Estudos envolvendo análises de expressão gênica têm identificado vários genes cuja expressão está reduzida em tecido neoplásico renal. Muitos mecanismos moleculares podem estar envolvidos na expressão diferencial destes genes no cc-RCC. O presente projeto tem como objetivo avaliar os processos de silenciamento de genes que apresentam baixa expressão no tecido neoplásico renal já descritos na literatura, como os genes GPC3 e o MT1G. Além disso, estará vinculado a um projeto temático que tem por objetivo a identificação de marcadores moleculares em neoplasias humanas incluindo os carcinomas renais de células claras, no qual será avaliada a expressão gênica diferencial pela metodologia de RaSH. Assim, a avaliação dos mecanismos de silenciamento gênico por metilação e microRNAs nos genes selecionados poderão contribuir para o desenvolvimento de estratégias de prognóstico e diagnóstico mais efetivas para o carcinoma renal de células claras, bem como para o desenvolvimento de novas drogas anti-neoplásicas.

19 – MSc. Nedenia Bonvino Stafuzza
Orientador: Profa. Dra. Maria Elisabete Jorge Amaral

Construção de uma biblioteca genômica do búfalo de rio para caracterização da estrutura dos genes relacionados com produção e qualidade de leite e sua comparação com o genoma bovino.

A exploração econômica de búfalos foi introduzida no Brasil no início do século XX, sendo considerada na época uma atividade marginal, sem o cuidado sanitário e tecnológico que acompanhou a bovinocultura. Devido suas vantagens produtivas e reprodutivas em relação ao bovino, o búfalo de rio vem despertando o interesse dos produtores nos últimos anos como uma excelente alternativa para a produção de carne, leite e seus derivados. Apesar dessa espécie apresentar uma população relativamente grande e em crescimento, e levando-se em consideração que o búfalo-de-rio apresenta importância econômica em muitos países, estudos envolvendo a caracterização e manipulação do seu genoma encontram-se atrasados quando comparados aos genomas de outras espécies de interesse econômico. O presente projeto visa a construção de uma biblioteca genômica de búfalo de rio que permitirá a definição da estrutura dos genes relacionados com produção e qualidade de leite, além de elucidar a organização destes no genoma bubalino, fornecendo informações em nível de seqüência de DNA para o entendimento dos mecanismos e regulação dos mesmos. Uma vez que a produção e a qualidade de leite mostraram-se bastante diferenciadas entre bovinos e bubalinos, a caracterização da estrutura genômica dos genes envolvidos será de grande valor pra o entendimento da arquitetura genômica de búfalo de rio, traçando os elementos responsáveis por diferenças tão significativas na qualidade e produção de leite. Outro aspecto a ser considerado é a contribuição que esses dados proporcionarão para o entendimento dos processos evolutivos que ocorreram dentro da família Bovidae.

20 – MSc. Rosana Silistino de Souza
Orientador: Profa. Dra. Sonia Maria Oliani

Estudo da ação antiproliferativa da proteína Anexina 1 na interação estroma-tumor em carcinomas de cabeça e pescoço.

Atualmente, várias evidências mostram que o desenvolvimento e a progressão do câncer dependem não somente de suas características genéticas, mas também de interações das células tumorais com as do estroma. Esta relação estroma/tumor é um processo contínuo capaz de alterar o microambiente durante o desenvolvimento neoplásico. Em função destes dados, será relevante pesquisar o efeito antiproliferativo da anexina A1 (ANXA1) após a interação das células do estroma/tumor no carcinoma de cabeça e pescoço. O objetivo será verificar a ação do peptídeo Ac2-26 (N-terminal da ANXA1) sobre os fatores sintetizados, in vitro, entre a linhagem Hep-2 de carcinoma epidermóide de laringe e fibroblastos provenientes do cultivo das células primárias de cabeça e pescoço, após a troca do meio de descarte de cultivo das células neoplásicas pelas do estroma e vice-versa. Deste modo, analisaremos a morfologia, o índice de proliferação celular e a expressão da ANXA1 nas células do estroma/tumor através da reação imunocitoquímica ultraestrutural. Além disso, investigaremos a expressão de integrinas envolvidas na adesão celular e as vias de sinalização ERK e FAK (quinase reguladora de sinal extracelular e quinase de adesão focal) e, a correlação destes eventos com o fator de crescimento epitelial (EGF) e seu receptor (EFG-R) através da técnica de western blotting. As investigações sobre a interação estroma/tumor tem sido exploradas recentemente e, considerando o importante papel da ANXA1 nos processos antiproliferativos e a relação desta proteína com os fatores liberados pelo estroma/tumor, analisaremos os efeitos da ANXA1 como um recurso terapêutico, buscando mecanismos efetivos na prevenção e tratamento do câncer.

21 – MSc. Tadaiti Ozato Junior
Orientador: Prof Dr. José Osmar Gaspar

Identificação dos produtos gênicos do Southern bean mosaic vírus isolado São Paulo.

No Brasil, foram descritas mais de dez viroses em feijoeiro, citando-se aquela causada pelo Southern bean mosaic virus (SBMV) do gênero Sobemovirus. Este vírus tem uma restrita gama de hospedeiras, confinada quase que exclusivamente a espécies da família das leguminosas, sendo algumas de interesse econômico como o feijoeiro comum e a soja. O SBMV é a espécie tipo do gênero, possui partículas isométricas (28-30nm) contendo RNA genômico de 4-4,5kb com polaridade positiva e proteína capsidial com massa molecular de 29-30kDa. O genoma do SBMV é constituído por quatro Open Reading Frames (ORFs), com sobreposição entre elas. A ORF 1 codifica uma possível proteína do movimento, a ORF 2 uma poliproteína, que por clivagem, origina três produtos funcionais: uma serino protease, uma proteína ligada ao genoma viral (VPg) e uma polimerase com atividade relacionada à replicação do RNA viral (RNA polimerase RNA-dependente, RpRd). Dentro da ORF 2 encontra-se a ORF 3, que codifica uma proteína de função desconhecida. A ORF 4 codifica a proteína capsidial, traduzida a partir de um RNA subgenômico. No Brasil, um isolado do SBMV foi detectado pela primeira vez no Distrito Federal (SBMV-DF) em 1982 e posteriormente, mas ainda nos anos 80, foi também encontrado no Estado de São Paulo (SBMV-SP). Mais recentemente, em 2002, um isolado do SBMV foi encontrado no Estado do Paraná, mas devido à facilidade de transmissão do SBMV por besouros crisomelídeos, pode-se aventar que a distribuição geográfica do vírus pelo Brasil seja muito mais ampla. O isolado descrito no Estado de São Paulo (SBMV-SP) teve algumas de suas propriedades determinadas e seu genoma completamente seqüenciado. Este projeto tem como objetivo realizar experimentos que possam expandir o conhecimento a respeito da estratégia de replicação e identificação dos produtos gênicos do SBMV-SP. Os objetivos específicos são a expressão em E. coli das proteínas não estruturais, purificação e utilização destas para a produção de anti-soro policlonal. Ensaios de transcrição e tradução in vitro e testes de imunoprecipitação poderão acrescentar informações para a identificação dos produtos gênicos do SBMV-SP.
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